Director-Adjunto:Carlos Simões
Farmácias
de Serviço
Janeiro de 2012
Dias 8 e 22
Farmácia Ferreira da Gama
Alvaiázere - Tel. 236 651 171
Dias 1, 5 e 29
Farmácia Pacheco Pereira
Cabaços - Tel. 236 636 258
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Úteis
Bombeiros: 236 650 750
G.N.R.: 236 655 337
Câmara Mun.: 236 650 600
Centro Saúde: 236 650 150
Hospital: 236 655 199

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agenda
janeiro
11:00 - 18:00
Museu Municipal de Alvaiázere
Tempo, Espaço e Memória
Exposição permanente de ofícios tradicionais
Mostra Arqueológica do Concelho de Alvaiázere
Exposição permanente de Arqueologia
"Autociclos, ciclomotores e outros "ciclos"..."
Colecção de João Seixas
(ao fim de semana por marcação)
"Presépios"
Exposição colectiva de César Correia
(até 31 de Janeiro)
De Segunda a Sexta 10:00-18:30
exposição:
BIBLIOTECA MUNICIPAL DE ALVAIÁZERE
"A Minha Mãe é a Mulher Mais Bela do Mundo"
na perspectiva dos homens
2º Encontro de ilustração de S. João da Madeira
(até 30 de Janeiro)
"Pai Natal - Um Mundo de Fantasia e Sonho"
colecção de Clarisse Rodrigues
(até 7 de Janeiro)
Dia 1 - 22:00
BAILE DE ANO NOVO
com o conjunto M&R
Local: Centro Cultural de Cabaços
Org. Rancho Folclórico da Freguesia de Pussos
Dias 3 e 4 - 9:00-16:00
AS HISTÓRIAS E A HISTÓRIA DOS MAGOS
Interpretação Astrológica e observação Astronómica com João Pedro Santos
Destinatários: Alunos do 7º ano da escola Dr. Manuel R. Ferreira
Local e Org. Biblioteca Municipal de Alvaiázere
Dias 5 - 19:00
CANTARES DOS REIS 2012
Destinatários: Comunidade em geral
Local: Em frente dos Paços do Concelho
Org. Município de Alvaiázere
Dia 27
COMEMORAÇÃO DO DIA DO AGRUPAMENTO
Org. Agrupamento de Escolas de Alvaiázere
Dia 27
EXPOSIÇÃO "MEMÓRIAS DO PRESENTE"
Destinatários: Comunidade escolar
Local: Bloco Administrativo
Org. Biblioteca Escolar
Dia 27 - 21:00
LETRAS AO SEU CAFÉ
Entrega dos prémios do II CONCURSO DO CONTO "Alvaiázere Palavra e Sentido"
Destinatários: Comunidade escolar
Local e Org. Biblioteca Municipal de Alvaiázere
Dias 28 - 10:30
ENTREGA DOS PRÉMIOS DO CONCURSO "O MELHOR LEITOR DO ANO"
Destinatários: Leitores da Biblioteca
Local e Org. Biblioteca Municipal de Alvaiázere
Dia 28 - 14:00-17:00
WORKSHOP "PULSEIRAS COM MASSA EM PORCELANA"
Destinatários: Comunidade em geral
Local e Org. Museu Municipal de Alvaiázere
Durante o mês
VI CONCURSO NACIONAL DE LEITURA - 1ª Fase
Destinatários: 3º ciclo e ensino secundário
Local e Org. Biblioteca Escolar

olho vivo
sudoku
O Canto dos Poetas
O poeta, escreve do Natal seu pensamento,
gostaria que abrangesse todo o mundo cristão,
louvando o nascimento de Jesus da salvação,
que nas horas tristes e más lhes dá alento.
É pena que neste espaço do advento,
haja sempre tanta interesseira publicitação,
apelando a todo e qualquer cidadão,
enveredar por tudo o que é esbanjamento.
Outrora, a família à luz da candeia,
rezava o terço e cantava ao menino Jesus,
antes de tomar a magra ceia.
Hoje, gastos faustosos em tudo o que reluz,
não há coragem para se afastarem desta teia,
e enveredarem por aquela, que à salvação conduz.
José Riseufa
SONATA DE LEMBRANÇAS
Como o adeus da última sepultura
te vi partir
Espírito arrebatou-se em dor.
Nos cabelos lágrimas de sangue.
E nas mãos feridas contaminadas.
No veículo abalaram as doutoras
de uma miragem de cinzas.
Os cristais despedaçaram-se em ruínas
e minhas retinas arderam-se em brasa.
Te procurei em segredo.
Em todos os recantos do mundo,
durante vários relógios...
Fui encontrar-te escondida
dentro do ventre dos lírios
e do perfume das rosas!
Não consegui possuir-te. Agarrei-me
as tuas pegadas deixadas para sempre
Na doce sonata das lembranças!
(Serás eterna em mim, enquanto eu existir!)
Teresinha Carvalho de Morais
SILÊNCIO
Silêncio, rua de saudade
Cantos roucos pelos prados fora
Árvores pedindo caridade
Cuidados, o zelo de outrora.
Carreiros, urzes, tojos, carqueja
Desprezados, esquecidos assim.
Na aragem efémera peleja
Flor abençoada de alecrim.
Melancolia na paisagem só
Folha caída, flor torturada
Bago que já não desliza na mó.
O perfume da rosa silvestre
Envolve em si a madrugada
Na tarde solitária, agreste.
Cidália Godinho
NUNCA TIVE
Tenho.
Já tive.
Não quero mais.
O tempo dirá...
O tempo fará viver...
O tempo falará por si...
Aqui.
Além...
Mais Além...
Jamais acabará.
O eterno nunca poderá ter fim...
Miguel Portela in "Quem Sabe?!..."
VERDADES
Uma vez disseram-me
Que o dia de hoje poderia não ser bom
Mas que o Amanhã poderia ser melhor
E o que somos nós se não arriscarmos?
O que seria do mundo
Se ninguém chorasse?
O que seria de nós
Se ninguém sofresse?
A verdade,
é que não seriamos nada.
Mas sabem uma coisa?
Há algo muito importante
Que nós não podemos esquecer...
A verdade,
é que nós não somos assim.
Choramos quando é preciso
Berramos quando é necessário
Sofremos quando algo acontece
E a verdade?
A verdade
É que somos seres humanos,
Tal e qual como Deus nos criou.
E eu?
Eu choro, berro (às vezes)
Sofro e depois de tudo isto,
Arrisco continuar o amanhã
e...
E a verdade,
a verdade é que assim sou feliz.
José Miguel Ferreira
NATUREZA
Ó Natureza,
Incomparável Majestade,
Rainha do Universo
Que nos dás momentos de felicidade,
Qual será o coração que te não sabe amar?
Como te podem, tão mal tratar?
Se tu és o raiar de um novo dia
Com os seus alvores da madrugada,
O horizonte de quem procura a paz
Para a sua alma atormentada.
Tu és a primavera
Com todas as flores perfumadas,
Com os pássaros cantando nas ramadas,
Com as fontes de águas cristalinas,
Com as árvores verdejantes das campinas,
Tu és a graça bendita
Cheia de benignidade
Transportas o nosso espírito
Aos confins da eternidade.
Lucinda Simões
ESTÁ DOENTE
meu País, coitado, está doente!
O receituário será o indicado?
Com ele, cada vez está mais definhado,
passa o tempo, vai agonizando lentamente.
O que receita, espera a cura alegremente.
O doente, povo, constantemente maltratado.
O que está para nascer tem o destino traçado,
de pagar a receita que no futuro lhe será presente.
É sombrio este tempo decorrente,
com a epidemia sempre alastrando,
sem se encarar a doença seriamente.
Os parcos recursos se vão gastando,
e a eficácia não se vê, infelizmente,
mas a doença sim, atrozmente nos sufocando
José Riseufa
SILÊNCIO
Silêncio, rua de saudade.
Cantos roucos pelos prados, fora.
Árvores pedindo caridade,
Cuidados, o zelo de outrora.
Carreiros, urzes, tojos, carqueja
Desprezados, esquecidos assim.
Na aragem efémera, peleja
For abençoada de alecrim.
Melancolia na paisagem só
Flor caída, flor torturada,
Milho que não desliza na mó.
O perfume da rosa silvestre
Envolve em si a madrugada,
Na tarde solitária, agreste.
Cidália Godinho