Rui Oliveira

No início de Novembro realizou-se a 2ª Edição do Web Summit, considerada a maior cimeira tecnológica do mundo e que trouxe milhares de empreendedores ao nosso País. A Inteligência Artificial (IA) esteve em destaque e a Sophia e o Einstein, tiveram um diálogo impensável há poucos anos. Trata-se de dois robôs humanóides que dialogam, têm gestos e tiques de pessoas e que nos avisaram “que vão ficar com os nossos empregos”. Pois! Na indústria há décadas que os robôs substituíram as pessoas.

Ainda com as feridas de Pedrógão por sarar, nova tragédia assombrou o País, neste Outubro escaldante. Temperaturas elevadas, em véspera de chuva anunciada, empurraram o País para um autêntico inferno, em mais uma noite de terror, com dezenas de mortes. Repetição impensável. Confrontações díspares. Pinhais e eucaliptos a mais, agricultura a menos. Aquecimento global e fenómenos extremos. A violência das chamas e a fragilidade do ataque. A brutalidade e o desespero. Com erros e culpas da estrutura Estado. Outros “boys”, menos competência. Uma coisa é a realidade, outra é a querela política.

A maioria dos nossos leitores quando ler estas linhas já terá conhecimento dos resultados daquelas que foram as décimas segundas eleições autárquicas. Também já terão ouvido todos os líderes partidários e é provável que tenham chegado à estranha conclusão: não houve derrotados. Só vencedores!

Já é sina! Agosto quente e incêndios todos os dias. Cada ano parece pior que o anterior. Desta vez com dias de ventos muito fortes. Mais de cem suspeitos detidos pelas autoridades, levanta-nos dúvidas de vários tipos. Maníacos? Vinganças? Negócios? Política? Quem souber que responda. Entretanto a reforma da floresta é arma de arremesso entre as forças politicas que somam incapacidades e culpas ao longo dos tempos de democracia. Por favor, entendam-se porque anos como este, são vergonha e empobrecimento nacional!

Foi eleita uma nova Direcção do Grupo Desportivo de Alvaiázere, a maior associação desportiva do Concelho, que organizou as comemorações do seu 38º aniversário, tendo como referência a criação de estatutos próprios. Na realidade o grupo desportivo fez 40 anos, já que no início se serviu dos estatutos da Assembleia de Alvaiázere (vulgo Clube), tendo efectuado o primeiro jogo como equipa federada em Abril de 1977.

17 de Junho de 2017, ficará para sempre gravado, a negro, na memória de Portugal. Não há registo, na era moderna do nosso País, de tantas vítimas de um incêndio. Sabemos que as altas temperaturas favorecem o surgimento de incêndios e acabamos por nos conformar que todos os anos ardam largos hectares da nossa floresta, mas o que o País não aceita, nem pode admitir, são tantas mortes.

Maio de 2017 foi um mês muito especial para Portugal, que ficará para sempre gravado na nossa história, graças à vinda do Papa Francisco a quem os portugueses mostraram toda a sua admiração. É difícil resistir a figura tão inspiradora e motivadora, pela atitude plena de autenticidade e humildade.

Vivemos tempos conturbados. O clima de tensão a nível internacional assusta os mais frágeis e levanta interrogações sobre o futuro. No meio da tormenta ouvem-se sinos de alerta, no caso, a voz da prudente China lembrando que numa guerra nos tempos de hoje nunca haverá vencedores, só derrotados. Palavras sábias!

Desde que me lembre e já são mais de trinta anos de ligação ao “O Alvaiazerense”, em todos os meses de Março, é manchete de primeira página, a comemoração do aniversário dos Bombeiros Voluntários de Alvaiázere. E merecidamente! Se há associação primordial em Alvaiázere é a dos Bombeiros Voluntários. É uma evidência que não necessita de grande argumentário. Estamos certos, se algum dia, Alvaiázere tiver de deixar de ser concelho, por qualquer reforma administrativa austera, será mais tolerada pela população do que uma extinção ou mudança dos Bombeiros de Alvaiázere.

... assistimos a discussões estéreis sobre inverdades, pós-verdades, erros de percepções mútua, isto, porque como todos sabemos os políticos não mentem; fazem política e muito da política é precisamente aquilo a que assistimos. Já percebemos que um gestor recrutado no privado, fez exigências impensáveis e alguém imprudente as aceitou e até se dispôs a elaborar legislação à medida. A coisa correu mal e bastaria ter assumido a asneira e ficaria resolvida.