Mário Bruno Gomes

Começo a não ter palavras para descrever a mediocridade dos políticos que nos (des)governam hoje em dia.

E não falo exclusivamente do governo. Falo também dos políticos que chefiam os partidos da oposição.

No arco do governo, Costa manhoso e habilidoso como sempre (sabe mais de politiquice a dormir que os outros todos acordados), vai bailando a seu gosto e com um ”rebuçado” para aqui e outro para ali vai passando os dias sem se chatear à espera que a maioria absoluta de Outubro o torne no mais convencido e arrogante primeiro ministro da história de Portugal.

Tenho assistido com agrado a sinais de esperança/mudança no nosso Concelho.

Como exemplos dou a aquisição de património municipal devoluto por parte de privados (a famosa “Casa Amarela”, as escolas primárias requalificadas…) que permitem concluir que a visão empresarial de investidores externos vêm em Alvaiázere potencial de investimento, e isso é bom.

Saio hoje, nesta crónica, um pouco da minha linha de “orientação” dos artigos que escrevo, mas o que tem acontecido nos últimos dias nestes lindo País, leva-me a isto.

E porquê? Pelos episódios recentemente vividos por todos Nós.

Diz o povo e com razão que “há males que vêm por bem”. E é bem verdade.

Isto a propósito da nova localização da área empresarial (ou zona industrial… como lhe queiram chamar) de Alvaiázere que por motivos relacionados com fundamentalismos estéreis, foi relocalizada na Venda dos Olivais, em detrimento da Tróia.

Pode parecer estranho eu estar aqui a falar do Benfica devido ao meu “doentio” Sportinguismo, mas a bem da verdade é justo que se faça um elogio ao trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelo Ricardo Fernandes (Mobarq) e por todos os treinadores, em comunhão com toda a direção e estrutura do futebol juvenil do GDA e a Câmara Municipal.

Confesso que quando soube da escolha da Drª Clara Pacheco Pereira para cabeça de lista do PSD para a Junta de Freguesia de Pussos S. Pedro, nas eleições autárquicas de 2017, achei um enorme erro de “casting político”, pois achava eu que a candidata não tinha perfil nem “feeling” para estas andanças. Puro engano!

Depois de alguns anos onde o garrote financeiro imperou nos orçamentos municipais devido à necessidade de equilibrar as contas, o ano de 2018, marca ainda que ao de leve, o início de investimentos municipais e privados de elevada importância em Alvaiázere.

Quero salientar a excelente classificação do município de Alvaiázere no anuário financeiro dos municípios portugueses que reflete bem o cuidado e o trabalho efetuado nos últimos anos para a boa saúde das finanças municipais.

No passado dia 18 a direção do Grupo Desportivo de Alvaiázere (GDA) aceitou o repto lançado por Fernando Simões (ex vice presidente e presidente) e realizou um dia dedicado ao passado, assente no presente de modo a projetar o futuro, não só do GDA, mas também de Alvaiázere (porque falar do GDA é obrigatoriamente falar de Alvaiázere).

Nesse dia juntaram-se algumas dezenas de amigos, jogadores e dirigentes, contaram-se histórias do passado e imagine- se, tentou-se jogar à bola. Foi um dia bem passado entre amigos do GDA.

Em cheio! Alvaiázere viveu este ano, o melhor Festival Gastronómico desde a sua criação. E não sou só eu a partilhar esta opinião. Alvaiazerenses, produtores, visitantes, todos eles dizem que este foi porventura o melhor certame.

E para isto, não é estranho o facto de o Festival Gastronómico da nossa leguminosa ter sido realizado na sua melhor altura (como vinha aqui a referenciar em artigos anteriores), ou seja no primeiro fim de semana de outubro.

Foram milhares de pessoas que passaram por Alvaiázere nestes dias. Tudo correu bem, muito bem mesmo. Até S. Pedro ajudou.

A não recondução de Joana Marques Vidal (JMV) no cargo de Procuradora Geral da República (PGR), foi a mais fatal das ações contra a nossa democracia nos últimos anos, ela (a democracia) que é constantemente atacada por aqueles que a deviam defender… os políticos.

Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa ao não reconduzirem JMV mostraram ao País que investigar políticos, banqueiros, clubes de futebol, pode ser uma manobra proibida em Portugal e dá direito a “expulsão”.