Mário Bruno Gomes

No passado dia 18 a direção do Grupo Desportivo de Alvaiázere (GDA) aceitou o repto lançado por Fernando Simões (ex vice presidente e presidente) e realizou um dia dedicado ao passado, assente no presente de modo a projetar o futuro, não só do GDA, mas também de Alvaiázere (porque falar do GDA é obrigatoriamente falar de Alvaiázere).

Nesse dia juntaram-se algumas dezenas de amigos, jogadores e dirigentes, contaram-se histórias do passado e imagine- se, tentou-se jogar à bola. Foi um dia bem passado entre amigos do GDA.

Em cheio! Alvaiázere viveu este ano, o melhor Festival Gastronómico desde a sua criação. E não sou só eu a partilhar esta opinião. Alvaiazerenses, produtores, visitantes, todos eles dizem que este foi porventura o melhor certame.

E para isto, não é estranho o facto de o Festival Gastronómico da nossa leguminosa ter sido realizado na sua melhor altura (como vinha aqui a referenciar em artigos anteriores), ou seja no primeiro fim de semana de outubro.

Foram milhares de pessoas que passaram por Alvaiázere nestes dias. Tudo correu bem, muito bem mesmo. Até S. Pedro ajudou.

A não recondução de Joana Marques Vidal (JMV) no cargo de Procuradora Geral da República (PGR), foi a mais fatal das ações contra a nossa democracia nos últimos anos, ela (a democracia) que é constantemente atacada por aqueles que a deviam defender… os políticos.

Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa ao não reconduzirem JMV mostraram ao País que investigar políticos, banqueiros, clubes de futebol, pode ser uma manobra proibida em Portugal e dá direito a “expulsão”.

Agosto, meu querido agosto. É o que dizem muitos portugueses. Uns porque finalmente estão de férias, outros porque finalmente estão de regresso à sua terra natal, outros porque em Portugal agosto é sinal de apatia geral.

É também tempo de festas e romarias e o nosso Concelho não é exceção. Em todas as freguesias, o calendário é preenchido com os tradicionais bailes, quermesses, ranchos e passeios de motas, que é a nova moda dos programas.

Foi com tristeza e consternação que recebi a notícia do falecimento do Sr. Dionísio.

Mais um Bom Homem que segue o caminho na vida eterna e que nos deixa um legado que muito enriqueceu Alvaiázere nos últimos anos, nomeadamente no capítulo cultural e social, num trabalho sempre em prol da comunidade.

Como exemplo, o Sr. Dionísio fundou e presidiu o Grupo Coral “Alva Canto” que promove a Cultura no nosso Concelho de forma ímpar, desenvolvendo atividades ao longo do ano que preenchem a agenda cultural e recreativa de Alvaiázere.

Tenho que dizer que no meio de um junho tão triste (até as exibições da seleção não ajudam), a cerimónia do dia do Concelho foi um oásis em Alvaiázere.

Muito bom discurso da Presidente da Câmara, dois artistas cá da Terra com boa música e a distinção das Associações do Concelho com mais de 50 anos a servir de mote.

Agora fica a questão. Com o fim da FAFIPA, justifica-se o dia do Concelho ser a 13 de junho? Ou deveria tomar a forma do antigamente e passa a ser na quinta feira da Ascensão?

Depois de dar ouvidos à população, produtores e visitantes, o executivo (e bem refira-se) decidiu transferir o Festival Gastronómico “Alvaiázere Capital do Chícharo” para a data de onde nunca devia ter saído (no 1º fim-de-semana de outubro), de modo a que a conhecida leguminosa possa ser degustada na sua altura própria de degustação.

Foram sensíveis aos testemunhos recolhidos, e até ao inquérito realizado pelo Jornal “O Alvaiazerense” e alteraram o certame que mais visitantes traz a Alvaiázere para a sua data inicial.

Alvaiázere tem sido “invadida” ultimamente por famílias que procuram no nosso sossego o seu modo de vida.

Segundo números não oficiais estima-se que mais de 200 pessoas estão a morar no nosso Concelho, contrariando assim a curva de acentuado despovoamento a que estamos sujeitos nos últimos anos e acima de tudo contrariando a elevada média de idade de Alvaiázere.

No passado mês de dezembro antes mesmo da época Natalícia, os deputados do PS, PSD, BE, PCP e PEV, decidiram de uma forma cobarde e abscôndita dos Portugueses, alterar a Lei que regula o financiamento dos partidos políticos, para que estes saíssem beneficiados nomeadamente em sede de IVA, promovendo à custa de todos nós a sua sobrevivência financeira.

Já não bastava a controvérsia e injustiça do conteúdo em si, mas conseguiram aquelas almas deturpar a forma e fazer tudo de modo a que ninguém se apercebesse do golpe palaciano que estavam a montar.

Se o estado tem falhado, também nós enquanto cidadãos temos falhado e muito.

Somos responsáveis pelo desordenamento florestal, pela falta de limpeza dos terrenos em especial em voltas das nossas habitações, não nos preparamos para este tipo de acontecimentos e quando assim é, é impossível às forças que têm como missão a nossa salvaguarda e a dos nossos bens por si só, estar em todo o lado.