Mário Bruno Gomes

Se o estado tem falhado, também nós enquanto cidadãos temos falhado e muito.

Somos responsáveis pelo desordenamento florestal, pela falta de limpeza dos terrenos em especial em voltas das nossas habitações, não nos preparamos para este tipo de acontecimentos e quando assim é, é impossível às forças que têm como missão a nossa salvaguarda e a dos nossos bens por si só, estar em todo o lado.

Verão de 2017. Portugal passou por um autêntico inferno.

Mortos, muitos mortos para um País tão pequeno. Destruição, muita destruição em tão pouco tempo.

Estes acontecimentos não podem cair no esquecimento como muitos querem fazer passar. É preciso tirar ilações das falhas do nosso sistema e acima de tudo colmatá-las.

Começo pelo que melhor conheço. Os Bombeiros.

É necessário mais profissionalização neste setor estratégico para a segurança e salvaguarda das pessoas e bens.

A “Banda de Alvaiázere” como é conhecida a Filarmónica Stª Cecília de Alvaiázere, é a instituição mais antiga do Concelho, sabia?

É verdade. Fundada em 11 de Outubro de 1923, prestes a completar 94 anos, a Banda de Alvaiázere tem sido ao longo deste quase século de existência, a principal Associação com cariz cultural do nosso Concelho.

Com pequenos períodos menos bons ao longo da sua longa história de vida, vive hoje com uma energia e juventude extraordinárias.

Pode parecer tarde (e talvez seja), mas não queria deixar de escrever sobre a nossa FAFIPA.

Hoje era para estar a escrever sobre a FAFIPA e sobre Alvaiázere. Não consigo!

Depois do que aconteceu nos Concelhos de Pedrogão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Perâ, só consigo pensar neles...

E não me esqueço da população da Freguesia de Maçãs de D. Maria. Mas aqui tirando a floresta e um ou outro barracão, não ficaram destruídas empresas e casas, não ficaram por terra o sonho de uma vida e acima de tudo não morreu ninguém...

Meu Deus... que brutalidade!!!

O mês de maio fica marcado por feitos desportivos dos clubes do nosso Concelho.

A começar pelo Grupo Desportivo de Alvaiázere que alcançou a subida ao principal escalão do futebol do Distrito de Leiria depois de ficar em segundo lugar na fase final do campeonato da I divisão Distrital, a um ponto dos Vidreiros que se sagraram campeões após aproveitar um desaire caseiro do GDA frente ao Figueiró dos Vinhos.

Apesar dessa derrota, o GDA fez um campeonato sem mácula, ficando em primeiro lugar na 1ª fase tendo mesmo o melhor ataque e a melhor defesa da prova.

É fácil falarmos de pessoas. É mais fácil ainda falarmos de pessoas boas. Que de um modo ou de outro marcaram uma geração, uma terra, uma vida.

Falar da Drª Hermínia é um exercício tão simples mas que se torna complicado nestas curtas linhas, pois é pouco o espaço para tão grande legado.

Mas começando. Maria Hermínia Paisana Granja Aparício nasce a 2 de agosto de 1945, na localidade de Amêndoa, Concelhio de Mação. Aí, completa todas as etapas de ensino até entrar na Faculdade de Medicina de Lisboa onde se licencia com distinção em Medicina e Cirurgia.

Peço desculpa por “puxar a brasa à minha sardinha”, mas o meu artigo de hoje vai inteiramente para a mais importante Associação do Concelho de Alvaiázere (na minha opinião é claro), os Bombeiros Voluntários de Alvaiázere.

E digo mais importante não porque as outras Associações não sejam também muito importantes no nosso Concelho, mas porque mais nenhuma faz para o bem estar e salvaguarda da população o que os Bombeiros fazem.

Temos assistido nos últimos tempos no Concelho, a uma “anormal” atuação dos agentes da autoridade em relação aos estacionamentos das viaturas nas ruas e praças públicas.

E digo anormal, não porque os militares da GNR não tenham razão, mas sim pela falta de regulamentação do trânsito a nível Concelhio.

Não há quem não se queixe... condutores, proprietários, comerciantes, etc.

Noutros tempos, os órgãos de decisão e regulamentação funcionavam. Mesmo que não fossem perfeitos mas funcionavam.

E de repente, Alvaiázere aparece nos órgãos de comunicação social Nacionais e Regionais desta vez pelos melhores motivos. Falo do MOVE.

Este circuito de transporte público permite aos munícipes deslocarem-se à sede do Concelho uma vez por semana/ por freguesia a preços atrativos, de modo por exemplo, a se deslocarem ao Centro de Saúde para as suas consultas.

Deste modo a mobilidade das pessoas sai reforçada e os indicadores ambientais também.