José Baptista

Nos últimos tempos, por vários episódios, muito se tem falado de racismo. Os portugueses são ou não são racistas?

Acredito que somos um dos povos menos racistas do mundo pelo simples facto de sermos a soma de várias “raças”: celtas, iberos, lusitanos, romanos, árabes, fenícios, suevos, visigodos, negros, etc.

Parece-me ser verdade que, no fundo de cada um de nós, mais ou menos escondida, encontraremos uma pitadinha desse vírus que não terá apenas cor negra.

Como passei o mês, à sombra da bananeira, a pensar na morte da bezerra é agora que a porca torce o rabo! Chegou o dia D e tenho de escrever o artigo.

Com paninhos quentes, para não meter a pata na poça, lembrei-me de histórias do tempo da Maria Cachucha e de coisas do arco-da-velha, mas é capaz de ser demasiada areia para a minha camioneta.

Se lavasse um pouco de roupa suja e escrevesse sobre os vira-casacas, chegando-lhes a roupa ao pelo, talvez fizesse boa figura, mas torço o nariz, não vá o diabo tecê-las.

Todas as regiões têm, para cada época festiva, uma tradição.

Na época natalícia, em casa de meus pais, os belhoses (bilhós) e as fatias paridas não faltavam.

Se os primeiros têm várias denominações conforme a região, velhozes, bilhós, belhozes, filhós, bilharacos, etc, as segundas, fatias paridas, também se designam por fatias de parida, pão de mulher parida, fatias douradas ou rabanadas.

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E enfim converte em choro o doce canto.

Um dos maiores problemas que a humanidade irá enfrentar nos próximos anos será a escassez de água potável.

Vários estudos evidenciam que as reservas deste precioso líquido estão a diminuir, ao mesmo tempo que as alterações climáticas estão a intensificar a pluviosidade em zonas onde ela não é necessária e que, consequentemente, no futuro, teremos um mundo mais seco, principalmente em regiões que já são secas.

As alterações climáticas são uma realidade indiscutível e torna-se fundamental pensar e desenvolver ações para minimizar o seu impacto, sem demagogias e populismos fáceis, alicerçadas no conhecimento científico.

Se os fatores que levam a essas alterações nem sempre são consensuais, quase todos concordam que a atividade humana tem um efeito preponderante na sua aceleração e que isso terá um efeito brutal na vida de milhões de pessoas.

Agosto está a terminar! Começamos já a sentir saudades do verão, da praia, do mar, das férias, do reencontro de amigos e das novas e, por vezes, fugazes amizades.

Sobre a amizade, reproduzo um dos mais famosos apócrifos de Fernando Pessoa, “O amigo aprendiz”.

Este poema, é identificado como tendo sido, pelo menos em parte, escrito por José Fernandes de Oliveira, conhecido como Padre Zezinho, um católico da Congregação dos Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus, que o intitulou de “Saudação do amigo.”

O astronauta Neil Armstrong ficou mundialmente famoso pois foi a primeira pessoa a pisar a Lua.

Ao pisar solo lunar, no Mar da Tranquilidade, a 20 de julho de 1969, durante a missão Apolo 11, terá dito a frase que entrou nos anais da História “Um pequeno passo para o homem, um salto gigante para a humanidade”.

Este feito deixou para trás as viagens de ficção científica (lembram-se de Tintim “Rumo à Lua”, publicado em 1953?) e os vários mitos da cultura popular como, por exemplo, a transformação dos lobisomens na fase de Lua Cheia.

Neste pequeno apontamento, vou escrever sobre o maior partido de Portugal: a abstenção.

A sua constante subida é uma grande preocupação para a maioria dos países europeus. A única exceção situa-se em países como o Luxemburgo ou a Bélgica, onde o voto é obrigatório.

A abstenção é saudável para o funcionamento democrático de um país?

Certamente que não. E soluções?

Vital Moreira, Marcelo Rebelo de Sousa ou Freitas do Amaral encaram o voto obrigatório como uma solução a ponderar, embora apontem alguns problemas de ordem constitucional nessa obrigatoriedade.

No passado mês de abril, o diretor de Estudos Nacionais da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Álvaro Santos Pereira, afirmou ao Parlamento que “A corrupção e o compadrio foram, claramente, um dos responsáveis por este país ter ido à falência”.

Confesso que achei um pouco exagerado, mas face ao que se passou, numa Comissão Parlamentar de Inquérito à gestão e recapitalização da CGD, onde um (duplo!) comendador gozou, sim gozou, com todos os portugueses, ao dizer que nada deve e nada tem, já começo a dar crédito …