José Baptista

Começou a chover. Ainda bem. Depois de uma época de incêndios, que ceifou quase uma centena de vidas, esperemos que esta venha de mansinho. Sim, de mansinho, primeiro para não erodir as terras e, em segundo, de forma a evitar catástrofes como a ocorrida há 50 anos (em 1967) em que morreram mais de 500 pessoas vítimas da fúria das águas.

Que venha de mansinho e durante muito tempo!

Para já, se se mantiver, vai permitir que haja queima do madeiro, forma tradicional de, em muitas terras, festejar o Natal.

“Outubro quente traz o diabo no ventre.” É assim que o povo, na sua imensa sabedoria, sinaliza o mês que agora acaba.

Este ano, tem-se revelado extraordinário. Extraordinário pelas altas temperaturas e seca extrema em quase todo o país, pela tragédia que a todos enlutou e, até, pelo facto de, pela primeira vez, um primeiro-ministro de Portugal ser acusado de uma série de crimes.

Assim, lembrei-me de escrever um ou dois apontamentos sobre este mês que deve o seu nome à palavra latina octo (oito), dado que era o oitavo do calendário romano, que começava em março.