Carlos Simões

… sim, estou, …

Escrevia há um ano: “Investimento em Alvaiázere, precisa-se! Pelas pessoas e por via das pessoas. Qual de nós, residentes, e resistentes, não o constatamos no dia-a-dia, na nossa vivência de 24 horas por cá.

O enquadramento? Reprodutivo...

E desassossegado também cá estou, a saber que o “dinheiro”, 4 mil euros/mês, “juridicamente” vai p’ra fora...

Mas, quiçá via do “trevo”, parece que vem aí um investimento “público” de mais de 500 mil euros para uma “Loja do Cidadão”. E então: quantos empregos novos vai criar em Alvaiázere?

Findo o ano civil e o mandato, em continuidade temporal e novo mandato, as renovadas esperanças para a missão, em equipa, na convicção de continuar a assegurar o nosso estatuto de independência e integridade profissional. Claro, a Direção, eleita, em regime voluntário e pró-bono.

Privilegiar “Alvaiázere”, na notícia e na opinião, despertando consciências e participação ativa de cidadania, contribuindo para o seu desenvolvimento, é a postura.

Eis o Estatuto.

ESTATUTO EDITORIAL

Não fugindo à tentação da época - dada a balanços e reflexões, mas também a materialismos vários, incluindo a doçaria - porque a realidade é só uma, e aliada ao contexto de esta Direção finalizar o mandato, o natural balanço impõe-se. E o que faço, sem modéstias, é positivamente “doce”.

Antes de mais, relembrar que todo o cargo de Direção no jornal “O Alvaiazerense” foi e é exercido em regime voluntário e a título totalmente gracioso em resultando de candidatura e eleição na instituição proprietária, a Casa do Concelho de Alvaiázere.

Em tempo de castanhas, as “castanhadas” na caixa, a que chamamos geral de depósitos, têm-se descascado em novela com quedas de compadres ouriços com frutos morsegados, prontos a assar no forno do negócio político-partidário acastanhado.

Falam em transparência, ética... Demissão, e entrega, e estou e não entrego...

Diria o outro: nem da metade sabemos!

Quem descasca estas castanhas? Acho que os Chineses também gostam...

Passado um ano, a incerteza - à data - do novo e inesperado cenário governativo nacional, rotulado e generalizado de “Gerigonça”, parece agora ter passado ao estado estável e sólido...

Em tempo de orçamento, entre as normais argumentações do pró e contra, direita e esquerda, no âmbito da política e da economia política, vinga (tem vingado sempre!) a ideia de Colbert do tempo de Luís XIV em França, dita de “a arte de depenar o ganso”. Calma... é depenar, não esfolar!

A caminhar, rotundiando, vi e interroguei, a mim e ao Chícharo: Será do vento, a soprar do norte, a empurrar para ali? Então a coisa está a ficar mais perto do “Pé” quando o cenário ditou afastamentos da “Serra” no cabaz da fruta endógena (leia-se laranja)?

Esprema-se, disse o Chícharo. Bom, deixemos por agora o refresco na nova esplanada...

E em ritmo de verão continuamos. Quente, bom para os arraiais das festas e romarias... Arraiais que, para além dos residentes, poucos, contam com os emigrantes, em contínuo matar de saudades, e contam com uma comunidade crescente de ingleses, bastante participativos.

E com tanto arraial, eis que o Povo “leva” com mais um, o buraco na Caixa.

Não há mal que sempre dure, nem bem que nunca acabe! Já dizia a minha avó...

E assim estou em ritmo de Verão mas com a dúvida da sua veracidade. Porque as notícias que nos ecoam todos os dias, em vertentes tão diversificadas quanto complexas, não dão o descanso e a segurança esperançada da paz.

“O Alvaiazerense” voltou à participação na FAFIPA, nesta 36ª edição, também Festival Gastronómico do Chícharo, contando esta a 14ª edição, inicialmente separados mas sendo as recentes em união de facto. De facto, após o “cuspo ao ar” do dito cujo da pasquinhês, a direção deste Jornal voltou a marcar presença e fê-lo, como sempre no passado, com isenção, no espírito de integração, colaboração e solidariedade institucional para com este evento municipal que mostra anualmente a vivacidade da nossa terra, o concelho de Alvaiázere, em contributo para a sua divulgação e valorização.