Alberto Ferreira

Meus amigos e queridos leitores deste Jornal “O Alvaiazerense” ter-se-ão admirado com as notícias que todos os dias aparecem noutros jornais, nomeadamente sobre a apropriação do material sonante, que é o dinheiro. Os meus amigos leitores sabem qual é a parte mais sensível do nosso corpo? É a carteira. Porque ela contém o dinheiro, anda quase sempre dentro de um bolso, junta ao corpo. Isto significa que, quando se encomenda ou pede alguma coisa ou objeto, encomendar não custa, mas quando toca a pagar é que a porca torce o rabo, como o povo costuma dizer.

É com pouca vontade que escrevo estas minhas opiniões, porque por vezes são muito mal interpretadas por algumas pessoas que com elas não concordam. Mas enfim.

Mas podem crer que elas são verdadeiras e credíveis. Para alguns não o são. Mas enfim.

Ora bem, desta vez vou referir-me a um panfleto que me chegou às mãos há uns anos a esta parte e que guardei, porque entendi que nele constava a verdade.

Chegou-me há dias às mãos um papel dizendo que um político deste País, em 1932 proferiu a seguinte frase numa entrevista ao jornalista António Ferro.

A frase dizia o seguinte: “Há que regular a máquina do Estado com tal precisão que os ministros estejam impossibilitados, pela própria natureza das leis, de fazer favores aos seus conhecidos e amigos”.

Para o mês que agora corre à minha mente não tem ocorrido muitas versões sobre as quais me debruçaria. Mas, no entanto, verifico que cada vez vejo nos jornais diários deste País, tanta e tanta coisa que até fico admirado como há certos cavalheiros e, a ser verdade o que neles consta, não têm vergonha de se apresentarem diante do povo, como nada fosse com eles e quererem mostrar que são honestos. Mas enfim...

Caros leitores, desta vez vou escrever para o nosso jornal um pouco diferente do habitual, uma vez que tudo é muito importante. Por conseguinte vou debruçar-me acerca de “para que serve a guerra”.

Chegou há tempos às minhas mãos um panfleto que, segundo consta escrito por um senhor, por quem ainda tenho uma certa estima e que já cumprimentei com um bom aperto de mão e em quem inspiro confiança, por sinal ainda no rol dos vivos, e que diz o seguinte: “Desobediência civil não é o nosso problema. O nosso problema é a obediência civil. O nosso problema é que pessoas por todo o mundo têm morrido por causa da obediência. O nosso problema é que as pessoas são obedientes por todo o mundo face à pobreza, fome, estupidez, guerra e crueldade.

Caros leitores, peço desculpa de há uns meses a esta parte nada ter escrito para o nosso Alvaiazerense. Mas agora que até estou um pouco inspirado, vou escrever algumas anotações das quais tenho cópias fotocopiadas.

Desta vez recordo a seguinte frase proferida por um político deste País em 1932 e que consta do seguinte:

“Há que regular a máquina do Estado com tal precisão, que os ministros estejam impossibilitados, pela própria natureza das leis, de fazer favores aos seus conhecidos e amigos”. Isto foi escrito numa entrevista ao jornalista António Ferro.

Caros leitores, eu entendo que é muito difícil estar tudo à vontade de todos. Mas enfim, há certas coisas que deveriam levar uma certa apreciação. Tenho acompanhado nos jornais a tomada de posse dos governantes que ultimamente têm tomado conta das Câmaras e Juntas de Freguesia, resultado das eleições de Outubro. E, tenho verificado que é muita gente a tomar conta dos cargos políticos. É tudo a mandar ou querer mandar, quando antigamente eram muito menos e as coisas corriam sobre esferas.

Escrever para um jornal ou para discursar é preciso estar bem-disposto e bem inspirado, o que nem sempre é oportuno. O que acontece neste momento comigo.

Há dias ouvi umas coisas na televisão e logo me inspirei no que havia de escrever para o nosso Alvaiazerense, mas, como não peguei de imediato no lápis e não aproveitei a ideia, a inspiração desapareceu.

Como já tenho uma certa idade, uma vez que nasci no ano de 1937, já passei por algumas gerações. Já vivi em épocas que se discutia um palmo de terra, a partilha de águas de rega, jogavam-se umas cartas nas tabernas e muitas outras coisas. Pois estas pessoas podiam-se considerar de cultura reduzida. Ora por vezes serviam-se de maus tratos, a cultura era reduzida e lá a porrada servia para resolver situações, que nunca ficavam resolvidas e claro iam para Tribunal e, logo a cadeia os esperava.

Para estas celas lá iam os incultos que nem o nome sabiam fazer.