Alberto Ferreira

Caros leitores, eu entendo que é muito difícil estar tudo à vontade de todos. Mas enfim, há certas coisas que deveriam levar uma certa apreciação. Tenho acompanhado nos jornais a tomada de posse dos governantes que ultimamente têm tomado conta das Câmaras e Juntas de Freguesia, resultado das eleições de Outubro. E, tenho verificado que é muita gente a tomar conta dos cargos políticos. É tudo a mandar ou querer mandar, quando antigamente eram muito menos e as coisas corriam sobre esferas.

Escrever para um jornal ou para discursar é preciso estar bem-disposto e bem inspirado, o que nem sempre é oportuno. O que acontece neste momento comigo.

Há dias ouvi umas coisas na televisão e logo me inspirei no que havia de escrever para o nosso Alvaiazerense, mas, como não peguei de imediato no lápis e não aproveitei a ideia, a inspiração desapareceu.

Como já tenho uma certa idade, uma vez que nasci no ano de 1937, já passei por algumas gerações. Já vivi em épocas que se discutia um palmo de terra, a partilha de águas de rega, jogavam-se umas cartas nas tabernas e muitas outras coisas. Pois estas pessoas podiam-se considerar de cultura reduzida. Ora por vezes serviam-se de maus tratos, a cultura era reduzida e lá a porrada servia para resolver situações, que nunca ficavam resolvidas e claro iam para Tribunal e, logo a cadeia os esperava.

Para estas celas lá iam os incultos que nem o nome sabiam fazer.

Tenho sido contactado por várias pessoas do nosso concelho, que me abordam, alegando que gostam de ler os meus artigos no nosso Alvaiazerense.

Confesso que fico um pouco orgulhoso. Mas sou sempre o mesmo homem, conhecido na parte Norte de Alvaiázere, pelo Alberto do Vale de Alcaide, que falo para toda a gente com a mesma cordialidade, não procuro ser orgulhoso daquilo que sou e trato todas as pessoas, seja qual for a idade por você e por senhor. São ideias minhas e foi educação que meus pais me deram. Mas enfim. Sou aquilo que sou e hei-de continuar a ser enquanto Deus me ajudar.

Aos amigos leitores que apreciam aquilo que eu escrevo, quero pedir desculpa, por não ter aparecido no Alvaiazerense o meu nome. Mas nem sempre estamos inspirados para dizer o que nos vai na alma. Mas desta vez vamos ao que interessa.

No jornal CORREIO DA MANHÃ, datado de 06/04/2017, e logo na primeira página, vem escrito em letras gordas o seguinte: “TRIBUNAL CONFIRMA CINCO ANOS DE PRISÃO PARA VARA” juízes duros com políticos que usam dinheiro público como se fosse seu.

Tenho andado um pouco incomodado, há uns tempos a esta data, que quase todos os dias ouço na televisão, e não só, falar na palavra “GERINGONÇA”. Aprofundei-me no significado desta palavra e conclui que ela significa “coisa mal feita e que se escangalha facilmente; aparelho ou máquina considerada complicada; engenhoca; caranguejola; gíria.

Esta palavra proveio anteriormente de gergons; de gergon.

Estes significados têm razão de existirem.

A palavra geringonça é quase sempre ouvida acerca do actual governo, pois até o próprio primeiro ministro dela fala.

Tenho lido nos jornais e ouvido na televisão que as pequenas pensões sociais vão aumentar dez euros por mês. Em minha opinião não chega para um bom almoço. Mas teremos que aceitar. No entanto ouço também dizer que vários impostos aumentam, os combustíveis aumentam, enfim aumenta tudo. Então os anunciados dez euros chega para alguma coisa? Vale mais dizer que dão com uma mão e tiram com a outra.

Pois se dessem um aumento significativo, de certo valor e mantivessem o custo de vida, isso seria bom. Chamo eu a isto lavar roupa suja. Mas enfim teremos que aguentar e cara alegre.

Neste dia em que estou a escrever este modesto artigo, o tempo já está mais fresco, prova evidente de que estamos a caminhar para o Inverno.

Fiquei há dias admirado ao ouvir o Sr. António Costa dizer na televisão para os professores emigrarem. Não esperava esta frase de tal pessoa. E porque razão? Ele criticava por ouvir dizer ao antigo governante Sr. Passos Coelho, para os enfermeiros emigrarem para o estrageiro. E, pergunto eu ao ouvir estas frases. Só se lembram de Santa Barbara, quando troveja. Só vêem os agreiros nos olhos dos outros.

Amigos leitores. Há tanta coisa que não está certa e até nem está certo, terem passados tantos meses e o signatário deste artigo não ter escrito qualquer coisa de verdade para o “Alvaiazerense”. Neste momento estou inspirado para tal.

Já se passaram eleições. Uns perderam, mas outros ganharam, procurando para tanto atingirem os seus objectivos, os que conseguiram. O certo é, que a rapaziada está lá dentro, no comando do leme deste pobre País, fazendo promessas de que o nível de vida vai ser muito melhor. A ver vamos, como dizia o cego.