Opinião

Nesta coluna, mensalmente, tentamos destacar o que de mais relevante sucede à escala mundial, nacional e local. É evidente que a subjectividade é determinante na escolha, e o que pode ser marcante para nós, poderá não ser para o caro leitor. Também não é garantido o rigoroso cumprimento em todas escalas, seja por falta de tema, ou de espaço ou na maioria dos casos, de inspiração.

Tenho que dizer que no meio de um junho tão triste (até as exibições da seleção não ajudam), a cerimónia do dia do Concelho foi um oásis em Alvaiázere.

Muito bom discurso da Presidente da Câmara, dois artistas cá da Terra com boa música e a distinção das Associações do Concelho com mais de 50 anos a servir de mote.

Agora fica a questão. Com o fim da FAFIPA, justifica-se o dia do Concelho ser a 13 de junho? Ou deveria tomar a forma do antigamente e passa a ser na quinta feira da Ascensão?

O escritor Miguel Torga, no seu livro Novos Contos da Montanha, deunos a conhecer o Alma Grande, personagem criada a partir de uma outra personagem lendária, o denominado Abafador.

O Abafador, no tempo dos Cristãos Novos, judeus cristanizados à força, era chamado pela família para acabar com a agonia dos moribundos e, ao mesmo tempo, ao abreviar-lhes os últimos momentos, evitava que o rito cristão fosse imposto.

Pela sua função social, era alguém muito prestigiado e muito respeitado na comunidade, pois as pessoas achavam que ele fazia um favor à sociedade.

Para o mês que agora corre à minha mente não tem ocorrido muitas versões sobre as quais me debruçaria. Mas, no entanto, verifico que cada vez vejo nos jornais diários deste País, tanta e tanta coisa que até fico admirado como há certos cavalheiros e, a ser verdade o que neles consta, não têm vergonha de se apresentarem diante do povo, como nada fosse com eles e quererem mostrar que são honestos. Mas enfim...

Nos finais de Maio, fomos autenticamente “bombardeados” com mensagens relativas ao Regulamento Geral de Protecção de Dados (RGPD). Genericamente estas novas leis destinam-se a defender a privacidade dos cidadãos, no tal mundo, cada vez mais global, que através do marketing digital, nos “assalta” frequentemente com telefonemas, mensagens e emails, com infinitas e variadas propostas.

Depois de dar ouvidos à população, produtores e visitantes, o executivo (e bem refira-se) decidiu transferir o Festival Gastronómico “Alvaiázere Capital do Chícharo” para a data de onde nunca devia ter saído (no 1º fim-de-semana de outubro), de modo a que a conhecida leguminosa possa ser degustada na sua altura própria de degustação.

Foram sensíveis aos testemunhos recolhidos, e até ao inquérito realizado pelo Jornal “O Alvaiazerense” e alteraram o certame que mais visitantes traz a Alvaiázere para a sua data inicial.

Vários estudos indiciam que, num futuro próximo, haverá uma grande transformação no mundo do trabalho, com redução do número de empregados e desaparecimento de muitas profissões, algumas das quais insuspeitas, como médico, professor ou advogado. Muitas pessoas ainda não terão tomado consciência desta realidade, fruto dos avanços tecnológicos cada vez mais céleres.

Dir-me-ão que o desaparecimento de algumas profissões faz parte do avanço normal das sociedades, pois há cem anos, adueiro, aguadeiro, varina, carvoeiro, entre outras, eram profissões indispensáveis.

Caros leitores, desta vez vou escrever para o nosso jornal um pouco diferente do habitual, uma vez que tudo é muito importante. Por conseguinte vou debruçar-me acerca de “para que serve a guerra”.

Em Abril, destacamos a nível internacional, os tempos conturbados na relação Oeste-Leste com os aliados americanos, franceses e ingleses, talvez para se afirmarem internamente, a “desafiar” a Rússia lançando misseis contra alvos específicos na Síria, alegadamente relacionados com armas químicas. Tudo com medida e contenção, havendo o cuidado de pré-avisos que possibilitaram o salvaguardar dos interesses russos na zona. Pertinente a questão da guerra da Síria durar há sete anos e os aliados só se lembrarem da humanidade quando são usadas armas químicas. O importante será como se mata?

Abril é o quarto mês do denominado calendário gregoriano. O seu nome deriva do Latim Aprilis, que significa abrir, numa referência à germinação das culturas.

Socorrendo-me do almanaque “Borda d´Água”, verifico que neste mês se deve “mondar e sachar os campos semeados no mês anterior. Devem-se plantar espargos e morangueiros. Na horta – semear (no Crescente) em local definitivo, abóbora, batata, beterraba, brócolos, cenoura, couves, fava, feijão, melão, melancia, nabo, pepino e tomate. Nos últimos dias do mês, semear feijão temporão.”