Opinião

Foi neste mês de agosto que a maioria da população gozou as suas merecidas férias, de extrema importância na reposição de energias, com a recuperação psíquica e física, após uma atividade constante, trabalho ou aulas.

Começo a não ter palavras para descrever a mediocridade dos políticos que nos (des)governam hoje em dia.

E não falo exclusivamente do governo. Falo também dos políticos que chefiam os partidos da oposição.

No arco do governo, Costa manhoso e habilidoso como sempre (sabe mais de politiquice a dormir que os outros todos acordados), vai bailando a seu gosto e com um ”rebuçado” para aqui e outro para ali vai passando os dias sem se chatear à espera que a maioria absoluta de Outubro o torne no mais convencido e arrogante primeiro ministro da história de Portugal.

Agosto está a terminar! Começamos já a sentir saudades do verão, da praia, do mar, das férias, do reencontro de amigos e das novas e, por vezes, fugazes amizades.

Sobre a amizade, reproduzo um dos mais famosos apócrifos de Fernando Pessoa, “O amigo aprendiz”.

Este poema, é identificado como tendo sido, pelo menos em parte, escrito por José Fernandes de Oliveira, conhecido como Padre Zezinho, um católico da Congregação dos Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus, que o intitulou de “Saudação do amigo.”

Caros leitores, desta vez vou-me debruçar sobre um tema que de facto tem certo valor e que ronda, ou melhor, se resume em três palavras: ONTEM… HOJE… e AMANHÃ? No meu entender a palavra “ONTEM” deve considerar-se o já passado; HOJE, a vida presente e a atual situação; AMANHÃ significa o que ainda está para acontecer, o nosso futuro. Mas vamos mais adiante…

Neste mês de julho Alvaiázere já foi sacrificada pelo fogo florestal, uma desolação ao passarmos naquela “terra queimada”. Esta expressão que utilizo remonta a uma antiga prática militar chinesa, para não permitir ao inimigo reabastecer-se queimavam todas as colheitas.

Nos fogos florestais é dificil perceber quem é o inimigo, a meterologia extrema, os incendiários, a floresta suja e não ordenada, com falta de acessos, por vezes parece que o inimigo é a prória floresta.

O astronauta Neil Armstrong ficou mundialmente famoso pois foi a primeira pessoa a pisar a Lua.

Ao pisar solo lunar, no Mar da Tranquilidade, a 20 de julho de 1969, durante a missão Apolo 11, terá dito a frase que entrou nos anais da História “Um pequeno passo para o homem, um salto gigante para a humanidade”.

Este feito deixou para trás as viagens de ficção científica (lembram-se de Tintim “Rumo à Lua”, publicado em 1953?) e os vários mitos da cultura popular como, por exemplo, a transformação dos lobisomens na fase de Lua Cheia.

Começou o flagelo dos fogos e os que nada fazem para os combater ou tentar evitar, chegam-se à frente com críticas, invenções, falsidades, tudo o que têm à mão para tentarem denegrir os que alguma coisa têm feito para melhorar a vida do País e dos portugueses, inclusivamente dos que raivosamente o não reconhecem embora beneficiem, tal como os outros, de tudo o que de bom se tem feito.

Depois lá vêm os autarcas incompetentes e paus mandados queixarem-se de que nada se fez, que continua tudo na mesma, que a culpa é de todos os outros menos deles próprios.

Na edição deste mês o destaque vai para as comemoraçoes do Dia do Concelho, 13 de junho, que decorreram de 9 a 16 de junho e que integraram a 2º edição do Festival Literário Internacional do Interior “Palavras de Fogo” em homenagem às vítimas dos incêndios florestais.

Tenho assistido com agrado a sinais de esperança/mudança no nosso Concelho.

Como exemplos dou a aquisição de património municipal devoluto por parte de privados (a famosa “Casa Amarela”, as escolas primárias requalificadas…) que permitem concluir que a visão empresarial de investidores externos vêm em Alvaiázere potencial de investimento, e isso é bom.

Neste pequeno apontamento, vou escrever sobre o maior partido de Portugal: a abstenção.

A sua constante subida é uma grande preocupação para a maioria dos países europeus. A única exceção situa-se em países como o Luxemburgo ou a Bélgica, onde o voto é obrigatório.

A abstenção é saudável para o funcionamento democrático de um país?

Certamente que não. E soluções?

Vital Moreira, Marcelo Rebelo de Sousa ou Freitas do Amaral encaram o voto obrigatório como uma solução a ponderar, embora apontem alguns problemas de ordem constitucional nessa obrigatoriedade.