Opinião

No dia dois de maio terminou o estado de emergência e entrou em vigor o estado de calamidade pública que deu início a um plano gradual de desconfinamento com várias fases, regras e recomendações que irão ter continuidade no início do mês de junho. Esperamos, para bem de todos, que tal como no confinamento sejam cumpridas as medidas veiculadas pelo governo, para que todo o esforço e grandes dificuldades do confinamento, que tanto mudaram a nossa vida, pelo isolamento das nossas vivências, não tenham sido em vão.

O Dia Internacional do Aperto de Mão comemora-se a 21 de junho.

Na cultura ocidental, este gesto, aparentemente irrelevante, é uma expressão bem vincada do sentimento de amizade, afinidade e confiança entre pessoas.

A conexão de pele com pele, palma desarmada sobre outra igualmente desarmada, conhecida ou desconhecida, estabelece uma relação entre duas pessoas que, conhecendo-se ou não, ficam por ela marcadas.

Tal como acontece nos noticiários a nível nacional e de todo o mundo o nosso jornal não foge à regra e os assuntos focados dançam à volta da pandemia e envolvem vários setores da sociedade, a educação, a família, a atuação dos vários agentes da proteção civil, e o tecido empresarial do concelho.

Vivemos tempos que nem os mais vividos conseguem descrever.

Hoje, nem os mais experientes sabem como lidar com esta situação de saúde, social e no futuro económica.

E é nas situações mais temíveis e difíceis que o Homem se mostra nas suas melhores qualidades.

Como agente atuante nesta pandemia, posso testemunhar o que de mais belo tem o ser humano e não só…

Começámos com um choque! A situação do Lar “Solar de Dona Maria” pela sua precocidade foi difícil.

Escrevo ou não escrevo?

Confesso que, após quase dois meses de clausura, a disposição para a escrita não é das melhores.

Nesta altura do ano, gosto de andar por montes e vales. Gosto de sentir os cheiros de terra prenha e gosto de fotografá-la nos seus múltiplos aspetos ou semeá-la como se não houvesse amanhã.

Estando, assim, em modo de hibernação, “encontrei-me”, mais uma vez, com a poetisa Cecília Meireles, considerada uma das maiores do Brasil. Espero que gostem.

Leilão de jardim

A situação que estamos a enfrentar é excecional e não tem paralelo na história coletiva das últimas décadas, as mudanças nas rotinas das famílias e da sociedade de repente foram radicalmente transformadas. Certamente também novas preocupações, com os idosos que são os mais vulneráveis, com as crianças que ficam irrequietas fechadas em casa, com os alunos e professores que transformam suas casas em escolas.

Só uma coisa... Por favor

Fiquem Em Casa!!!

Por si, Por Nós, Por Todos.

Obrigado!

Inevitavelmente, terei de escrever alguma coisa sobre o morto-vivo que nos anda a infernizar e que, sendo extremamente eficaz, paralisou a sociedade global: o Covid-19.

A palavra “vírus” é de origem latina e designava, no tempo do Império Romano, um veneno ou um líquido fétido de origem animal.

Como os vírus existem há milhões de anos, tiveram tempo para aperfeiçoar a arte de sobreviver sem viver. Só sobrevivem usando uma célula de algum ser vivo.

Em tempos de discussão de assunto tão polémico deixamos à consideração dos nossos leitores o conto “Alma Grande” de Miguel Torga no seu livro “Os novos Contos da Montanha”:

 

“Riba Dal é terra de judeus. Baldadamente, pelo ano fora, o Padre João benze, perdoa, baptiza e ensina o catecismo por perguntas e respostas.

- Quem é Deus?

- É um Ser todo poderoso, criador do Céu e da Terra.

Alvaiázere, vive os primeiros dias de uma experiência administrativa que congrega num só edifício várias valências de serviços do estado e da Câmara Municipal, desde finanças, segurança social, registo notarial e o já existente tribunal.

Este conceito permite ao cidadão tratar dos seus assuntos com muito mais comodidade, celeridade e conforto pois o edifício possui todas as valências tecnológicas, com agradáveis equipamentos e há que dizê-lo num trabalho notável do Arquiteto Artur Silva que aqui saúdo.