Opinião

No início de Novembro realizou-se a 2ª Edição do Web Summit, considerada a maior cimeira tecnológica do mundo e que trouxe milhares de empreendedores ao nosso País. A Inteligência Artificial (IA) esteve em destaque e a Sophia e o Einstein, tiveram um diálogo impensável há poucos anos. Trata-se de dois robôs humanóides que dialogam, têm gestos e tiques de pessoas e que nos avisaram “que vão ficar com os nossos empregos”. Pois! Na indústria há décadas que os robôs substituíram as pessoas.

Verão de 2017. Portugal passou por um autêntico inferno.

Mortos, muitos mortos para um País tão pequeno. Destruição, muita destruição em tão pouco tempo.

Estes acontecimentos não podem cair no esquecimento como muitos querem fazer passar. É preciso tirar ilações das falhas do nosso sistema e acima de tudo colmatá-las.

Começo pelo que melhor conheço. Os Bombeiros.

É necessário mais profissionalização neste setor estratégico para a segurança e salvaguarda das pessoas e bens.

Começou a chover. Ainda bem. Depois de uma época de incêndios, que ceifou quase uma centena de vidas, esperemos que esta venha de mansinho. Sim, de mansinho, primeiro para não erodir as terras e, em segundo, de forma a evitar catástrofes como a ocorrida há 50 anos (em 1967) em que morreram mais de 500 pessoas vítimas da fúria das águas.

Que venha de mansinho e durante muito tempo!

Para já, se se mantiver, vai permitir que haja queima do madeiro, forma tradicional de, em muitas terras, festejar o Natal.

Caros leitores, eu entendo que é muito difícil estar tudo à vontade de todos. Mas enfim, há certas coisas que deveriam levar uma certa apreciação. Tenho acompanhado nos jornais a tomada de posse dos governantes que ultimamente têm tomado conta das Câmaras e Juntas de Freguesia, resultado das eleições de Outubro. E, tenho verificado que é muita gente a tomar conta dos cargos políticos. É tudo a mandar ou querer mandar, quando antigamente eram muito menos e as coisas corriam sobre esferas.

Ainda com as feridas de Pedrógão por sarar, nova tragédia assombrou o País, neste Outubro escaldante. Temperaturas elevadas, em véspera de chuva anunciada, empurraram o País para um autêntico inferno, em mais uma noite de terror, com dezenas de mortes. Repetição impensável. Confrontações díspares. Pinhais e eucaliptos a mais, agricultura a menos. Aquecimento global e fenómenos extremos. A violência das chamas e a fragilidade do ataque. A brutalidade e o desespero. Com erros e culpas da estrutura Estado. Outros “boys”, menos competência. Uma coisa é a realidade, outra é a querela política.

“Outubro quente traz o diabo no ventre.” É assim que o povo, na sua imensa sabedoria, sinaliza o mês que agora acaba.

Este ano, tem-se revelado extraordinário. Extraordinário pelas altas temperaturas e seca extrema em quase todo o país, pela tragédia que a todos enlutou e, até, pelo facto de, pela primeira vez, um primeiro-ministro de Portugal ser acusado de uma série de crimes.

Assim, lembrei-me de escrever um ou dois apontamentos sobre este mês que deve o seu nome à palavra latina octo (oito), dado que era o oitavo do calendário romano, que começava em março.

Escrever para um jornal ou para discursar é preciso estar bem-disposto e bem inspirado, o que nem sempre é oportuno. O que acontece neste momento comigo.

Há dias ouvi umas coisas na televisão e logo me inspirei no que havia de escrever para o nosso Alvaiazerense, mas, como não peguei de imediato no lápis e não aproveitei a ideia, a inspiração desapareceu.

A maioria dos nossos leitores quando ler estas linhas já terá conhecimento dos resultados daquelas que foram as décimas segundas eleições autárquicas. Também já terão ouvido todos os líderes partidários e é provável que tenham chegado à estranha conclusão: não houve derrotados. Só vencedores!

A “Banda de Alvaiázere” como é conhecida a Filarmónica Stª Cecília de Alvaiázere, é a instituição mais antiga do Concelho, sabia?

É verdade. Fundada em 11 de Outubro de 1923, prestes a completar 94 anos, a Banda de Alvaiázere tem sido ao longo deste quase século de existência, a principal Associação com cariz cultural do nosso Concelho.

Com pequenos períodos menos bons ao longo da sua longa história de vida, vive hoje com uma energia e juventude extraordinárias.

Já é sina! Agosto quente e incêndios todos os dias. Cada ano parece pior que o anterior. Desta vez com dias de ventos muito fortes. Mais de cem suspeitos detidos pelas autoridades, levanta-nos dúvidas de vários tipos. Maníacos? Vinganças? Negócios? Política? Quem souber que responda. Entretanto a reforma da floresta é arma de arremesso entre as forças politicas que somam incapacidades e culpas ao longo dos tempos de democracia. Por favor, entendam-se porque anos como este, são vergonha e empobrecimento nacional!