Opinião

Em Abril, destacamos a nível internacional, os tempos conturbados na relação Oeste-Leste com os aliados americanos, franceses e ingleses, talvez para se afirmarem internamente, a “desafiar” a Rússia lançando misseis contra alvos específicos na Síria, alegadamente relacionados com armas químicas. Tudo com medida e contenção, havendo o cuidado de pré-avisos que possibilitaram o salvaguardar dos interesses russos na zona. Pertinente a questão da guerra da Síria durar há sete anos e os aliados só se lembrarem da humanidade quando são usadas armas químicas. O importante será como se mata?

Abril é o quarto mês do denominado calendário gregoriano. O seu nome deriva do Latim Aprilis, que significa abrir, numa referência à germinação das culturas.

Socorrendo-me do almanaque “Borda d´Água”, verifico que neste mês se deve “mondar e sachar os campos semeados no mês anterior. Devem-se plantar espargos e morangueiros. Na horta – semear (no Crescente) em local definitivo, abóbora, batata, beterraba, brócolos, cenoura, couves, fava, feijão, melão, melancia, nabo, pepino e tomate. Nos últimos dias do mês, semear feijão temporão.”

Nos próximos meses de Abril e Maio decorrerá o prazo para entrega do IRS que cada vez está mais automático. Este ano já não haverá entrega em papel e claro que obrigará os info-excluídos a recorrer a ajuda. Seja o próprio, ou tenha que valerse de amigos, familiares ou mesmo dos serviços das Finanças, será essencial contemplar o chamado IRS solidário. Falamos da parte do imposto que o contribuinte pode ofertar quando preenche a declaração de rendimentos. Assim pode encaminhar 0,5% do imposto para uma instituição, sem qualquer custo.

O Dia Internacional das Florestas é celebrado, anualmente, no dia 21 de março e tem como grande objetivo o despertar consciências para o problema da gestão, conservação e desenvolvimento sustentável, isto visando o benefício das gerações atuais e futuras.

Sabemos que as florestas são os ecossistemas com maior diversidade biológica que existem na terra, e que desempenham um papel fulcral na luta contra as alterações climáticas.

Chegou há tempos às minhas mãos um panfleto que, segundo consta escrito por um senhor, por quem ainda tenho uma certa estima e que já cumprimentei com um bom aperto de mão e em quem inspiro confiança, por sinal ainda no rol dos vivos, e que diz o seguinte: “Desobediência civil não é o nosso problema. O nosso problema é a obediência civil. O nosso problema é que pessoas por todo o mundo têm morrido por causa da obediência. O nosso problema é que as pessoas são obedientes por todo o mundo face à pobreza, fome, estupidez, guerra e crueldade.

No mês de Fevereiro assistimos a um gesto simbólico de primordial importância para o mundo. As duas Coreias deram início aos Jogos Olímpicos de Inverno lado a lado, com os participantes vestidos de branco e sob a mesma bandeira, a da Coreia unificada transportada por atletas dos dois países. Ouviu-se uma música tradicional coreana querida por ambos os lados e considerada como o hino de uma Coreia unificada. No final da cerimónia, também foi interpretada o “Imagine” de John Lennon, já considerado o hino global da paz. Que seja mais do que simples tréguas olímpicas!

Alvaiázere tem sido “invadida” ultimamente por famílias que procuram no nosso sossego o seu modo de vida.

Segundo números não oficiais estima-se que mais de 200 pessoas estão a morar no nosso Concelho, contrariando assim a curva de acentuado despovoamento a que estamos sujeitos nos últimos anos e acima de tudo contrariando a elevada média de idade de Alvaiázere.

A denominada desertificação humana, e subsequente envelhecimento, é um tema que preocupa governantes e candidatos a sê-lo, como é o caso de Rui Rio, mas tudo não passando de um projeto de intenções.

Os autarcas do interior do país, cheios de boa vontade, procuram, com maior ou menor imaginação, captar gente. Por norma, apostam na disponibilização de infraestruturas que permitam a instalação de empresas. Não discordando, creio apenas que é uma aposta redutora: todos andam ao mesmo e os resultados, salvo peculiares casos, quase nulos.

Caros leitores, peço desculpa de há uns meses a esta parte nada ter escrito para o nosso Alvaiazerense. Mas agora que até estou um pouco inspirado, vou escrever algumas anotações das quais tenho cópias fotocopiadas.

Desta vez recordo a seguinte frase proferida por um político deste País em 1932 e que consta do seguinte:

“Há que regular a máquina do Estado com tal precisão, que os ministros estejam impossibilitados, pela própria natureza das leis, de fazer favores aos seus conhecidos e amigos”. Isto foi escrito numa entrevista ao jornalista António Ferro.

Iniciámos o ano com a disputa interna no PPD/PSD, num frente a frente de visões distintas da social-democracia (?). Esquecendo as quezílias estéreis, uma das principais questões acabou por se centrar nas vantagens e desvantagens de um hipotético bloco central. Ironicamente e por coincidência a Alemanha após quatro meses das eleições parece ter como solução governativa a formação de um novo bloco central. Lá, como cá, as juras e outras discussões teóricas em muitas das circunstâncias não passam de meras conjecturas vãs, face à realidade.