Marchas Populares voltaram a animar tradicional noite de Santo António em Alvaiázere

Comemoração do Dia do Concelho

A tradição pode já não ser o que era em alguns aspetos, mas no que toca a comemorar a noite de Santo António, a 12 de junho, Alvaiázere encheu-se de gente, cor e animação para ver passar as Marchas Populares, oriundas uma de cada freguesia.

Este ano, ao contrário dos anteriores em que se fizeram no campo do Estádio Municipal, as marchas realizaram-se no Parque Multiusos. Com hora de início marcada para as 20h30, rumaram desde a Capela de Santo António, percorrendo a Rua João Ferreira Borges da Gama até ao Multiusos onde, visitantes e familiares, esperavam para ver as suas danças, músicas, roupas e arcos.

A primeira marcha que se exibiu foi a de Pelmá que, nos seus fatos em tons de laranja, branco e vermelho, animou quem estava presente, apesar do frio que se fazia sentir. O tema foi o “Mel” e contou com a participação de 50 elementos. A música e letra são da autoria de Márcio Cabral e a coreografia e ensaio estiveram a cargo de Cláudia Graça.

Seguiu-se a marcha da freguesia de Almoster, cujo tema era o “Renascer da Floresta”, uma alusão àquilo que é preciso que aconteça depois da tragédia do ano passado e, como tal, as cores predominantes foram o preto, o cinza e o branco. Composta por 58 elementos, dos quais oito eram crianças, a ensaiadora foi Maria Nunes Rosa que, em conjunto com Paula Reis, também foi autora da letra. A música ficou a cargo de Nuno e Casimiro Marques.

A marcha de Alvaiázere foi a terceira a mostrar aos presentes as suas cores e alegria. Em tons de rosa e amarelo, foram 74 elementos, a maioria crianças e jovens. O tema foi “Festa é Festa” e a letra é da autoria de Maria do Rosário Sardinha. A música ficou a cargo de Fernando Manuel Tavares Gomes e Artur Freire Caetano da Silva foi o ensaiador e quem tratou da coreografia.

O “fabrico tradicional do pão” foi o mote da marcha de Maçãs de D. Maria que, em tons de azul e branco, recriou o processo de fazer pão, recordando alguns processos que foram rotina dos seus antepassados e que hoje vão caindo no esquecimento. 60 pessoas - a maioria também jovens - deram corpo a esta recriação que teve como ensaiador e coreógrafo Bruno Luís e a música esteve a cargo da Filarmónica Avelarense.

A última marcha a entrar em exibição foi a de Pussos S. Pedro que, com 61 adultos e 18 crianças, foi a que mais elementos levou. As suas roupas em tons de verde e amarelo faziam lembrar a bandeira do Concelho e o tema foi “A união faz a força”, numa referência à união das duas freguesias por um objetivo comum. Os ensaiadores e coreógrafos foram os professores Diogo e Inês da Escola de Dança Diogo Carvalho; Agostinho Gomes foi o autor da letra e Márcio Cabral, o autor da música.

A tradicional sardinhada com sardinha assada, broa e vinho deu seguimento à atuação das cinco marchas e a noite terminou com a atuação da Banda Só Ritmo que, com as suas músicas, alegraram as pessoas que decidiram permanecer, após as marchas, e outras tantas que se juntaram depois.

Catarina Oliveira