A tragédia dos Incêndios Florestais

Ao início da tarde de 7 de outubro a freguesia de Almoster não escapou à tragédia dos incêndios florestais.

Com o ponto de ignição junto do lugar de Lameirão, rapidamente as chamas se estenderam para os lugares de Azenha, Almoster, Cumeada, Casal da Rainha, Vale da Couda, chegando perto do lugar de Ariques.

Ao final do dia, o incêndio foi dado como controlado, estando parte em fase de rescaldo e uma zona ativa junto ao Couto (Vale da Couda), uma vez que anoiteceu e os meios terrestres não conseguiam acesso ao local do incêndio.

Foi aberta nessa noite uma estrada que permitiu extinguir o incêndio, bem como outros reacendimentos que posteriormente se vieram a verificar no mesmo local.

Com o teatro de operações aparentemente controlado, foi com grande preocupação que se assistiram aos reacendimentos no dia seguinte e que voltaram a colocar em perigos algumas habitações. Foram horas de duro combate, levado a cabo com sucesso pois não houve danos materiais de maior a registar e não houve ocorrências de ferimentos humanos.

Durante a semana seguinte foram verificados vários reacendimentos e acendimentos, de menor dimensão e que conseguiram ser rapidamente extintos, muito graças à prontidão de resposta da viatura de combate a incêndios da Junta de Freguesia de Almoster.

No combate estiveram envolvidos perto de 400 operacionais, vindos de norte a sul do país, 3 meios aéreos, a viatura de combate a incêndios da Junta de Freguesia e dezenas de populares que, com as suas alfaias agrícolas e depósitos de água, em muito ajudaram na extinção das chamas.

Durante este duro combate foi instalado na sede da ASCRA o apoio logístico para o fornecimento de refeições quentes, reforços e pequenos-almoços que, ininterruptamente, durante 48 horas acautelaram, em coordenação com os BVA, que não faltasse alimento aos homens e mulheres no terreno. Uma tarefa também levada a cabo com sucesso e muita dignidade graças aos esforços de todos os voluntários envolvidos.